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A Festa da Musica a 21 Junho.

Neste sábado acontece a 33ª edição da Festa da Música, um dia em que a França e também em Clermont Ferrand, sai às ruas para tocar ou prestigiar músicos em todos os ritmos. Desta vez, a música urbana é homenageada pelo evento, que foi lançado nos anos 80 pelo governo francês e já foi exportado para mais de 500 cidades em 120 países.
O conceito é simples: grupos amadores de qualquer estilo se inscrevem na prefeitura e no dia 21 de junho tocam ao ar livre em praças, bares ou simplesmente nas esquinas ou paradas de ônibus. Essa data foi escolhida para festejar o solstício de verão e o início da estação mais alegre no hemisfério norte.
O evento começa à tarde e não tem hora para acabar. Os franceses saem às ruas sem destino, prestigiando quantos shows conseguirem até as baterias se esgotarem. Tudo isso sem gastar um tostão.
O jornalista Rodolphe Cazejust tem uma banda de rock e vai se apresentar em Paris pelo sexto ano consecutivo. “É muito bacana ver pessoas que estão só passando na rua e em vez de apenas passarem reto, elas param por meia hora, 45 minutos ou uma hora para nos assistir. No final do show a gente sempre toca músicas mais animadas e muita gente começa a dançar em volta da gente”, conta. “Quando são pessoas que não conhecemos, ficamos achando que a apresentação foi um sucesso.”
Show é coisa séria
Para muitos artistas amadores, a apresentação na Festa da Música é a única no ano. O clima de informalidade muitas vezes é apenas uma impressão: a banda de rock de Rodolphe, The Kremlyners, começa a se preparar com bastante antecedência para esse evento.
“Para a gente, é realmente importante porque fazemos shows só uma ou duas vezes por ano. Por isso a gente prepara tudo direitinho, apesar das dificuldades”, relata. “Todo mundo tem o seu trabalho e um membro do grupo não mora em Paris, mas em Bordeaux. Ainda assim, com quatro meses de antecedência a gente já tenta se encontrar a cada duas ou três semanas para ensaiar as músicas que vamos tocar na Festa da Música.”
Pagode com sotaque francês
Vários grupos de música brasileira também agitam o evento. A banda Francesca no Morro vai tocar pagode em Clermont Ferrand. O grupo é formado por cinco franceses apaixonados pelo Brasil, embora nenhum deles fale português.
“A gente toca não só pagode, mas também MPB, batucada, maracatu. É uma verdadeira paixão por essa música. Antes eu tocava jazz, até que conheci a música brasileira e nunca mais consegui me desvencilhar dela, de tanto que é interessante”, explica o vocalista Henri Marvis.
Ele conta que o evento é também uma ocasião para apresentar a música brasileira aos franceses, que costumam confundir os ritmos latinos. “É verdade que as pessoas na rua têm tendência a confundir com salsa, não sabem muito bem o que estamos tocando. Acham que é bossa-nova quando é samba, ou o contrário”, lembra. “Os mal-entendidos são bem comuns. Aqui em Clermont-Ferrand é difícil, as pessoas demoram a participar porque não conhecem bem as músicas. Elas nos olham como se a gente fosse extraterrestre.”
Festa para todos
Em clima de Copa do Mundo e com a previsão do tempo anunciando um dia de sol em boa parte da França, a coordenadora do evento, Sylvie Canal, espera um grande sucesso nessa edição. Ela lembra que a música é para todos, inclusive para os que não têm liberdade de festejar nas ruas.
“Nesse dia, a música é oferecida para todos, inclusive o público mais ‘marginalizado’, seja nos hospitais, nos asilos, nas prisões”, destaca a coordenadora.
A programação com todas as bandas cadastradas pode ser encontrada no site da Fête de la Musique na internet.


By rfi